Sumo de Pepino, Cenoura e Hortelã
Por Azmi Mhamed |Meknès, Marrocos|Publicado 02/10/2026
Sumo de pepino, cenoura e hortelã com limão: leve e refrescante. O segredo é a ordem no liquidificador e beber logo após bater.

Imagem ilustrativa (banco de imagens licenciado).
Pontos Principais
- Triture primeiro a cenoura sozinha com a água e só depois junte o pepino, a hortelã e o limão — é a ordem que separa um sumo limpo de um copo granuloso e amargo.
- Total 10 min — Preparação 10 min, Cozedura 0 min, Rendimento 3 doses.
- Veja as Instruções e as notas de resolução de problemas abaixo antes de começar.
Preparação
10 min
Cozedura
0 min
Total
10 min
Rendimento
3 doses
Desenvolvido na nossa cozinha em Meknès
Publicado pela primeira vez em 02/10/2026. As receitas são desenvolvidas e testadas novamente na nossa cozinha — tempos, quantidades e correções acima refletem esse processo. Notas de cozinha caseira, não aconselhamento médico ou nutricional — para questões de saúde, consulte um profissional qualificado. Consulte o nosso processo de teste.
Ingredientes
- 2 pepinos grandes, descascados e cortados em pedaços
- 3 cenouras médias, descascadas e cortadas em rodelas
- Sumo de 1 limão grande
- 10 folhas de hortelã fresca
- 1 pedaço muito pequeno de gengibre fresco (opcional)
- 350 ml de água bem fria (cerca de 1 chávena e meia)
- Gelo picado para servir
- 1/2 maçã, apenas se precisar de mais doçura
Instruções
- 1
Corte os pepinos e as cenouras em pedaços pequenos — a cenoura crua é dura e, cortada grossa, fica granulada no copo em vez de desaparecer na mistura.
- 2
Deite primeiro as cenouras com a água fria no liquidificador e triture cerca de um minuto completo, antes de juntar mais nada. A cenoura precisa de mais tempo do que o pepino.
- 3
Junte o pepino, a hortelã e o sumo de limão e triture mais 30 segundos. O limão preserva o verde e atrasa o escurecimento do sumo.
- 4
Prove. Se as cenouras estiverem doces, não precisa de nada; se faltar doçura, junte meia maçã em vez de açúcar, porque a maçã adoça sem tapar o sabor dos legumes.
- 5
Passe por um passador fino se quiser um sumo limpo e brilhante, ou deixe ficar com a polpa se preferir um copo mais espesso — com polpa para o pequeno-almoço, coado para os convidados.
- 6
Deite sobre gelo picado e sirva de imediato, com uma folha de hortelã no topo e uma rodela fina de limão na borda do copo. Este sumo não espera: passada meia hora perde a cor e a frescura.
Nutrição
Calorias: 85 kcal | Proteínas: 2 g | Hidratos: 17 g | Gordura: 0,5 g | Fibra: 3 g | Sódio: 60 mg
Estimativa por dose via USDA; varia conforme as marcas.
Resolução de Problemas
| Problema | Solução testada |
|---|---|
| Fica granulado e com pedaços de cenoura | Cenoura cortada grossa e tudo triturado de uma vez. Corte fino, triture a cenoura sozinha com a água durante um minuto e só depois junte o pepino. |
| Escurece e perde o verde passados minutos | É oxidação natural dos legumes batidos. O limão abranda-a mas não a impede — prepare apenas a quantidade que vai beber e sirva logo. |
| Sabe a erva e a hortelã domina tudo | A hortelã entrou em excesso. Use cerca de dez folhas para três copos e beba no momento, porque a infusão prolongada intensifica o aroma. |
| Quer um copo mais doce sem açúcar | Junte meia maçã, ou uma inteira quando é para crianças, em vez de açúcar; adoça sem cobrir o sabor dos legumes. |
Perguntas Frequentes
Fica granulado e com pedaços de cenoura
Cenoura cortada grossa e tudo triturado de uma vez. Corte fino, triture a cenoura sozinha com a água durante um minuto e só depois junte o pepino.
Escurece e perde o verde passados minutos
É oxidação natural dos legumes batidos. O limão abranda-a mas não a impede — prepare apenas a quantidade que vai beber e sirva logo.
Sabe a erva e a hortelã domina tudo
A hortelã entrou em excesso. Use cerca de dez folhas para três copos e beba no momento, porque a infusão prolongada intensifica o aroma.
Quer um copo mais doce sem açúcar
Junte meia maçã, ou uma inteira quando é para crianças, em vez de açúcar; adoça sem cobrir o sabor dos legumes.
Aprendi isto com a minha mãe, em Meknès, nas manhãs em que o calor já apertava antes das nove. Ela não era mulher de sumos de fruta açucarados; preferia abrir o cesto dos legumes, tirar de lá dois pepinos e três cenouras e transformar o pequeno-almoço numa coisa verde e limpa que parecia, dizia ela, lavar-nos por dentro. Eu ficava ao lado, a segurar as folhas de hortelã que ela colhia do vaso à janela da cozinha, e via-a cortar as cenouras em rodelas finas, quase transparentes, com a paciência de quem sabia que a pressa estragava o resultado. Quando o copo chegava à mesa, com um bocado de gelo e uma folha de hortelã por cima, a casa toda parecia mais fresca. Não era uma bebida de festa nem de cerimónia — era o gesto quotidiano de uma cozinha que sabia cuidar de nós sem grande alarido, e é esse gesto banal que continuo a repetir, todos os verões, com as mesmas mãos e a mesma calma.
A fama dos sumos de legumes é má, e com alguma razão: sabem muitas vezes a relva, ficam densos, colam-se ao copo e obrigam quem os bebe a fingir prazer. Este sumo resolve esse problema com um único princípio — equilíbrio. A cenoura traz a doçura natural, o pepino traz a frescura aguada e limpa, e o limão entra como a acidez que costura tudo e impede que a mistura se torne morna e vegetal. Não leva açúcar, e não precisa. É um sumo que se bebe por gosto e não por dever, o que é a diferença entre uma receita que se repete e uma que se abandona depois da primeira tentativa. Em Marrocos, os sumos de rua são quase sempre de fruta, porque a fruta é o luxo acessível e imediato; este é o lado caseiro, mais discreto e mais fresco, aquele que fica na jarra da cozinha para quem chega do calor e só quer um copo de água com mais carácter do que a água.
A parte técnica está quase toda na ordem em que as coisas entram no liquidificador. Cenoura e pepino não têm a mesma dureza, e se forem triturados em conjunto o pepino transforma-se em água muito antes de a cenoura ceder, deixando fragmentos de cenoura a boiar num líquido aguado. Por isso começo sempre pela cenoura, com a água fria, e dou-lhe um minuto completo e solitário de lâminas. Só depois é que o pepino, a hortelã e o limão entram, com mais trinta segundos de trituração. Cortar tudo em pedaços pequenos parece um detalhe sem importância, mas é o que impede o motor de sofrer e o que garante uma textura uniforme. O limão tem uma segunda função para além do sabor: o ácido atrasa a reação que escurece o sumo, protegendo aquele verde claro e luminoso. Depois, a escolha é entre coar ou não. Passado por um passador fino, o sumo sai transparente e elegante; deixado com a polpa, sai espesso e substancial, ideal para o pequeno-almoço. Uso os dois, conforme o dia.
Os erros mais comuns são fáceis de reconhecer e de corrigir. O primeiro é o aspeto granulado, quase sempre sinal de cenoura cortada grossa demais ou de tudo triturado ao mesmo tempo; a solução é a ordem e o tempo de trituração, não mais água, que só aguaria o copo. O segundo é o escurecimento: o sumo passa de verde-claro a verde-acastanhado ao fim de meia hora, e é oxidação natural que o limão apenas atrasa. Não há milagre, há bom senso — faça só o que vai beber. O terceiro é a hortelã em excesso, que vira o copo num xarope verde aromático e tapa por completo a cenoura; dez folhas para três copos é a medida certa. O gengibre, opcional, pede a mesma prudência: um pedaço muito pequeno dá um calor fresco e agradável, mas uma quantidade maior pica a língua e rouba a suavidade. E se a doçura faltar, resisto sempre ao açúcar: meia maçã resolve sem falsear o sabor dos legumes, e meia maçã é tudo o que este sumo pede.
Para servir, gosto de o apresentar como se fosse uma bebida de ocasião: num jarro de vidro transparente, com gelo picado, uma folha de hortelã no topo e uma rodela muito fina de limão encaixada na borda. Também ajuda dar-lhe outro nome à mesa — chamo-lhe sumo de frescura com hortelã, porque 'sumo de pepino' assusta antes de se provar. Levo-o muitas vezes para o trabalho numa garrafa pequena e bebo-o nas primeiras duas horas, antes que a cor mude e o aroma se distraia. A polpa que sobra no passador não vai para o lixo: entra numa sopa, numa massa de bolo ou na massa do pão, onde acrescenta humidade e um fundo vegetal discreto. Se tiver uma máquina de sumos, use-a — sai tudo mais concentrado e sem água adicionada —, mas o liquidificador com um passador fino dá um resultado que ninguém distingue de um sumo de rua bem feito.

Sobre o Autor
Esta receita foi desenvolvida e testada por Azmi Mhamed em Meknès, Marrocos — publicada pela primeira vez em 02/10/2026. As receitas do Sweet4All são desenvolvidas e testadas novamente antes da publicação. O texto pode ser revisto com ferramentas de IA para clareza; todos os pratos são cozinhados, provados e aprovados por uma pessoa real antes da publicação — consulte a nossa política editorial.
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