Rolinhos de Canela Caseiros
Por Azmi Mhamed |Meknès, Marrocos|Publicado 09/10/2026
Massa leve com dupla fermentação, recheio de manteiga, açúcar mascavado e canela, e glacé de limão por cima. Doze rolinhos que perfumam a casa toda.

Imagem ilustrativa (banco de imagens licenciado).
Pontos Principais
- Estenda a massa a 1 cm, leve o recheio até aos bordos e enrole bem apertado — 1 hora e 30 minutos, 12 rolinhos.
- Total 1h 30 min — Preparação 30 min, Cozedura 25 min, Rendimento 12 doses.
- Veja as Instruções e as notas de resolução de problemas abaixo antes de começar.
Preparação
30 min
Cozedura
25 min
Total
1h 30 min
Rendimento
12 doses
Desenvolvido na nossa cozinha em Meknès
Publicado pela primeira vez em 09/10/2026. As receitas são desenvolvidas e testadas novamente na nossa cozinha — tempos, quantidades e correções acima refletem esse processo. Notas de cozinha caseira, não aconselhamento médico ou nutricional — para questões de saúde, consulte um profissional qualificado. Consulte o nosso processo de teste.
Ingredientes
- 500 g de farinha de trigo
- 80 g de açúcar
- 7 g de fermento de padeiro seco
- 1 colher de chá de sal
- 240 ml de leite morno
- 80 g de manteiga derretida
- 2 ovos
- 100 g de manteiga à temperatura ambiente, para o recheio
- 100 g de açúcar mascavado
- 2 colheres de sopa de canela moída
- 1 colher de sopa de azeite
- 100 g de açúcar em pó
- Sumo de 1 limão
- 1 colher de sopa de leite, para o glacé
Instruções
- 1
Aqueça o forno a 180 °C. Numa tigela grande, misture a farinha, o açúcar, o fermento de padeiro e o sal. Junte a manteiga derretida, os ovos e o leite morno e amasse 7 minutos, até a massa ficar macia e não colar às mãos.
- 2
Cubra a massa com película aderente e deixe-a repousar 45 minutos num local morno. Entretanto, misture numa tigela pequena a manteiga à temperatura ambiente, o açúcar mascavado, a canela e o azeite, até o recheio ficar homogéneo.
- 3
Estenda a massa sobre uma superfície enfarinhada, num retângulo com cerca de 1 cm de espessura. Espalhe o recheio por toda a superfície, até aos bordos, porque são os bordos que formam a espiral exterior.
- 4
Enrole a massa com firmeza, sem deixar folgas, e feche bem as pontas. Corte 12 fatias iguais e disponha-as, com o corte para cima, num tabuleiro forrado com papel vegetal, bem juntas umas às outras.
- 5
Deixe o tabuleiro repousar 30 minutos num local morno, para a manteiga assentar e os rolinhos crescerem. É este segundo fermento que mantém a espiral no lugar e os torna leves.
- 6
Leve ao forno a 180 °C durante 22 a 25 minutos, até os rolinhos dourarem nos bordos. Se o topo escurecer antes de o meio cozer, cubra só a superfície com papel de alumínio e deixe mais 5 minutos.
- 7
Num tacho pequeno, aqueça o açúcar em pó com a colher de leite durante 3 minutos e junte o sumo de limão quando começar a ferver. Regue os rolinhos ainda mornos com o glacé e deixe-o assentar 10 minutos antes de servir.
- 8
Sirva-os quentes, com chá de hortelã, ou guarde-os num recipiente fechado. Para reaquecer no dia seguinte, bastam 5 minutos num forno brando para a manteiga derreter outra vez.
Nutrição
Calorias: 390 kcal | Proteínas: 6 g | Hidratos: 52 g | Gordura: 17 g | Fibra: 2 g | Sódio: 180 mg
Estimativa por dose via USDA; varia conforme as marcas.
Resolução de Problemas
| Problema | Solução testada |
|---|---|
| A massa não cresceu e os rolinhos saem como pedra | O leite estava frio. Aqueça-o de novo, amasse 3 minutos e junte farinha duas colheres de cada vez se a massa continuar rija. O leite morno é o que acorda o fermento. |
| A massa está dura e não se estende | Respeite os 45 minutos de repouso — é o que relaxa o glúten. Sem esse tempo, a massa resiste, não se estende nem se enrola com facilidade. |
| O recheio escorre e a espiral desfaz-se | Deixe o recheio assentar e estenda-o até aos bordos, enrole bem apertado e feche as pontas. Disponha os rolinhos bem juntos no tabuleiro para se apoiarem. |
| O glacé endurece em grumos no topo | Regue sobre rolinhos mornos, cerca de 10 minutos depois de saírem do forno, nunca sobre frios. Se já endureceu, reaqueça-os 3 minutos a 160 °C e volte a regar. |
Perguntas Frequentes
A massa não cresceu e os rolinhos saem como pedra
O leite estava frio. Aqueça-o de novo, amasse 3 minutos e junte farinha duas colheres de cada vez se a massa continuar rija. O leite morno é o que acorda o fermento.
A massa está dura e não se estende
Respeite os 45 minutos de repouso — é o que relaxa o glúten. Sem esse tempo, a massa resiste, não se estende nem se enrola com facilidade.
O recheio escorre e a espiral desfaz-se
Deixe o recheio assentar e estenda-o até aos bordos, enrole bem apertado e feche as pontas. Disponha os rolinhos bem juntos no tabuleiro para se apoiarem.
O glacé endurece em grumos no topo
Regue sobre rolinhos mornos, cerca de 10 minutos depois de saírem do forno, nunca sobre frios. Se já endureceu, reaqueça-os 3 minutos a 160 °C e volte a regar.
A primeira vez que senti o cheiro de rolinhos de canela a sair de um forno, não estava em casa. Estava numa pastelaria pequena, num bairro de Casablanca onde a minha tia me levou para comprar pão, e a senhora que atendia tinha uma bandeja de fornada acabada de sair. O cheiro a canela e manteiga quente era uma coisa nova para mim, muito diferente dos perfumes a sésamo e água de flor de laranjeira a que estava habituado. Ficámos um bom tempo à porta, e a mulher, ao ver-me a olhar, deu-me um rolinho ainda quente. Voltei para casa a falar daquilo durante dias, e a minha tia, que percebeu o meu entusiasmo, trouxe-me a receita escrita num papel que já vinha de mão em mão. A minha mãe recebeu-a com o mesmo ceticismo com que recebia todas as novidades, mas o forno fez o seu trabalho: quando os rolinhos dourados saíram e a casa inteira cheirava a canela, até ela se rendeu. Ao domingo seguinte fizemos outra fornada, e depois outra, e a receita ficou connosco.
Estes rolinhos têm uma característica rara entre as receitas de forno: o aroma cozinha antes do próprio bolo. A canela, a manteiga e o açúcar, ao calor, sobem da bandeja e enchem a casa em poucos minutos — a família inteira acaba na cozinha antes de os rolinhos saírem. É essa parte que os torna especiais, mais até do que a receita em si, que afinal é simples: massa doce, recheio e um glacé. Em Marrocos, esta é das poucas coisas que o forno doméstico faz em versão doce, porque o pão é o krachel ou o msemen e os doces são de sésamo, amêndoa e mel. Ter uma receita de canela em massa levedada não é, por isso, uma coisa banal, e é uma das razões pelas quais a guardei tão bem. A outra é a manhã. Uma fornada de doze rolinhos é um pequeno-almoço de fim de semana completo, com um chá de hortelã ao lado, e não precisa de mais nada para justificar a hora e meia que leva. Puxa-se uma fatia, dobra-se o pão no prato, e a casa começa bem.
O que decide o resultado é o fermento em duas fases e a forma como se enrola. A massa junta farinha, açúcar, fermento de padeiro, sal, leite morno, manteiga derretida e ovos, e amassa-se sete minutos, até se descolar das mãos. O leite tem de estar morno, nunca a ferver, porque o fermento precisa de calor para acordar e o calor a mais mata-o. Depois vem o primeiro repouso, quarenta e cinco minutos tapados, que é quando o glúten relaxa e a massa se torna fácil de estender. Se este tempo for cortado, a massa resiste e não se enrola. Entretanto faz-se o recheio — manteiga mole, açúcar mascavado, canela e uma colher de azeite que evita que fique seco. Estende-se a massa num retângulo fino, cerca de um centímetro, e o recheio chega até aos bordos, porque são os bordos que formam a espiral exterior. Depois enrola-se com firmeza, sem folgas, corta-se em doze e deixa-se a bandeja repousar mais trinta minutos — o segundo fermento, que é o que mantém a espiral no lugar e torna os rolinhos fofos em vez de densos.
Os rolinhos mal levedados são a queixa mais frequente, e quase sempre se deve ao leite frio. Se a massa não cresceu, aqueça de novo o leite, amasse três minutos e deixe-a num local morno; se ainda se mantiver rija, junte farinha duas colheres de cada vez até trabalhar bem. O segundo problema é a espiral que se abre no forno, e a culpa é do recheio mole: a manteiga deve estar à temperatura ambiente, não derretida, e a massa precisa de descansar dez minutos extra antes de estender se o recheio começar a fugir. Enrolar mal apertado faz o mesmo estrago, e é o que leva miolo no meio e recheio nas bordas. O terceiro erro é o glacé: deitado sobre rolinhos já frios, endurece em grumos brancos sem se espalhar; sobre rolinhos demasiado quentes, escorre e desaparece. O ponto certo é cerca de dez minutos depois de sair do forno, quando ainda estão mornos e o glacé corre devagar pelas fendas. O sumo de limão não é decoração — a acidez corta a doçura e equilibra o conjunto.
Comem-se mornos, de preferência no próprio tabuleiro, com um chá de menta quente ao lado. Se forem servir a visitas, o melhor é deixá-los na bandeja e pôr a travessa no meio da mesa: cada um corta o seu, e a espiral ainda se desfaz quente. Para guardar, um recipiente fechado aguenta dois a três dias à temperatura da cozinha, e um pequeno copo de água quente colocado ao lado dentro do recipiente evita que sequem. No dia seguinte, cinco minutos num forno brando devolvem-lhes a macieza e fazem a manteiga voltar a brilhar. Também congelam muito bem antes de levar o glacé — arrumados na bandeja, bem tapados, aguentam duas semanas; vão do congelador direto ao forno com dez minutos a mais, e depois recebem o glacé por cima. É a minha reserva para visitas que aparecem sem aviso, e raramente falhou. Como variação, troco a canela por três colheres de cacau amargo com uma mão de nozes picadas para os mais novos; numa mesma bandeja, faço metade canela e metade cacau e contento todos ao mesmo tempo.

Sobre o Autor
Esta receita foi desenvolvida e testada por Azmi Mhamed em Meknès, Marrocos — publicada pela primeira vez em 09/10/2026. As receitas do Sweet4All são desenvolvidas e testadas novamente antes da publicação. O texto pode ser revisto com ferramentas de IA para clareza; todos os pratos são cozinhados, provados e aprovados por uma pessoa real antes da publicação — consulte a nossa política editorial.
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